Samaritanos Penha
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Bom Dia - Quarta-feira, 27 de maio de 2026

 
Samaritanos Penha
 
Amor, ódio, tristeza, alegria, solidão, raiva, angustia, frustração ansiedade, paixão .......e tantos outros....
Nossos sentimentos são muitos e, as vezes, tão confusos que nos perdemos. Mas quais são os mais importantes ?
Todos são extremamente importantes, pois somos seres humanos e os sentimentos; precisamos apenas aprender a trabalhar com eles.
Precisamos viver cada minuto com a certeza que este minuto, não voltará nunca mais. Cada momento deve ser valorizado por ser único e bem aproveitado. Devemos sentir e trabalhar nossos sentimentos como eles nos surgem e de alguma forma não despreza – los.
Muitas vezes a tristeza nos sufoca e parece que vamos explodir, outras vezes, a alegria nos invade e, não temos com quem dividi-las.
É sempre bom partilhar nossos sentimentos, sejam eles de alegria ou tristeza, pois precisamos de carinho e apoio das pessoas. Precisamos todos um do outro, trocando experiências e vivências.
Hoje em dia, a correria pela sobrevivência, não nos permite ver que ao nosso lado as pessoas estão precisando de uma palavra, um gesto, um carinho.
Nós, voluntários do Samaritanos Penha, nos unimos com a intenção de dar a essas pessoas que precisam partilhar seus sentimentos, um pouco de atenção, carinho e respeito.
Sabemos que todos estão sempre ocupados e sem ninguém para ouvi - luz e por isso, estamos disponíveis para dividir suas emoções quando vocês precisarem. Teremos um grande prazer em partilhar esses momentos com vocês.
Liguem quando quiserem ou venham nos conhecer e participar de nossos cursos para voluntários.Unidos faremos um mundo mais humano.....
TEMAS PARA REFLEXÃO
Impermanentes - Aquilo que é transitório
Você não sofre porque as coisas são impermanentes.
Você sofre porque as coisas são impermanentes e você
acha que elas são permanentes.
(Thich Nhat Hanh)

A cada ano que se encerra e outro que se inicia, são comuns as avaliações de tudo o que ganhamos e perdemos naquele ciclo que passou. Costumamos nos lamentar pelo que se foi e não raramente esta dor nos acompanha por muitos outros anos.

A dor da perda surge do nosso desejo de que aquilo que nos agrada não mude nunca, mas sequer percebemos que tudo está se transformando o tempo todo e que esta luta pela manutenção das coisas é uma batalha perdida.

Duas palavras têm sido muito usadas para definir as características do ser humano de se adaptar e aceitar sua finitude: resiliência e impermanência. A "resiliência" é característica originalmente empregada na física, para definir corpos que apresentam capacidade de retornar à forma original, sem perder a sua essência, após terem sido submetidos a uma deformação elástica, e hoje é usada pela psicologia para falar da habilidade dos seres humanos de se adaptar às situações que se apresentam. A "impermanência", por sua vez, é um conceito chave para o budismo, que prega a necessidade de compreensão de que tudo é transitório, inconstante e tende a acabar.

Apesar de importante, a resiliência não é suficiente para a aceitação das perdas, pois é possível seguir com a rotina mesmo vivenciando um grande sofrimento. O que se busca com a compreensão da impermanência das coisas, das pessoas e das condições é que os movimentos naturais da vida não cause tanta dor.

Tudo o que conhecemos tem um ciclo: nascer, crescer e morrer. Tudo o que existe, após um fase de estabilidade, começa a se deteriorar até o seu fim. Verificamos isso nos nossos móveis, nas nossas roupas, nos nossos livros e até mesmo na nossa casa, que precisa de manutenção constante para não sucumbir. Observamos a deterioração também nos nossos corpos, nas plantas, nos animais. Em uma proporção tão pequena que é imperceptível aos nossos olhos, estamos cientes desse ciclo nas montanhas, nas florestas, nos rios e nas cidades que já foram grandes impérios em outros momentos da história e hoje são meros sítios abandonados. Sabemos que o movimento de finitude acontece até com o nosso planeta, que um dia não mais existirá.

Ainda assim, mesmo diante da extinção iminente de coisas tão grandiosas como a vida, a natureza e a Terra, insistimos em desejar que situações muito mais frágeis durem para sempre: nossas relações, amores, empregos. Sofremos ao mudar de cidade, de casa, de escola. Lamentamos todos os dias a perda da nossa juventude, beleza, vitalidade. Todas coisas que deveríamos prever desde sempre que irão terminar.

Nem mesmo o que parece essencial e prioritário em nossas vidas subsiste por muito tempo. Não há nada mais temporário do que os nossos desejos. Quando crianças, queremos desesperadamente o aconchego e alimento materno e, alguns anos depois, exigimos independência e espaço. O mesmo ocorre nos relacionamentos amorosos, quando aquele sem o qual não poderíamos viver, de repente passa a ser uma presença intolerável.

A Monja Coen Sensei explica que nossa resistência às mudanças acontece porque "o ser, o Eu, por definição é uma estrutura invariante – se modifica ao longo do tempo longo, mas no curto e médio espaço de tempo, se mantém mediamente constante".

Somos facilmente distraídos pelas atividades diárias e não damos plena atenção às mudanças que estão acontecendo em nós e que podem nos afastar de coisas que gostamos ou nos aproximar do que antes repelíamos. Assim, não é incomum que fiquemos surpresos ao perceber que simplesmente perdemos o vínculo que nos unia à pessoas e situações que antes amávamos, mas este não foi um movimento que aconteceu de repente, só não estávamos atentos.

Sentimentos tão comuns em momentos de reavaliação da vida, como o abandono, a rejeição, a perda e a solidão, seriam mais facilmente digeridos se compreendêssemos a impermanência de tudo. Se entendêssemos que aqueles que nos deixaram nunca foram nossos e só estavam de passagem pelas nossas vidas, que a saúde é um luxo que irá se esgotar e que tudo o que acreditamos possuir tende a desaparecer, não vivenciaríamos a angústia diária de perder aquilo que não temos. Porque a angústia se alimenta da nossa certeza de que jamais teremos o que amamos para sempre e de que não há nada que possamos fazer para mudar isso. Se compreendêssemos verdadeiramente a impermanência de tudo, só sobraria tempo para apreciar cada instante, antes que ele termine.

Luiza
CVV Belém - PA
EVENTOS
DATA E LOCAL DA REALIZAÇÃO:
01 de Maio de 2026, às 13 hs - 17 hs
ATENDIMENTO :

Domingo à sexta das :

13 h. às 17 h.


 
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