Amor, ódio, tristeza, alegria, solidão, raiva,
angustia, frustração ansiedade, paixão
.......e tantos outros....
Nossos sentimentos são muitos e, as vezes, tão
confusos que nos perdemos. Mas quais são os mais importantes
?
Todos são extremamente importantes, pois somos seres
humanos e os sentimentos; precisamos apenas aprender a trabalhar
com eles.
Precisamos viver cada minuto com a certeza que este minuto,
não voltará nunca mais. Cada momento deve ser
valorizado por ser único e bem aproveitado. Devemos
sentir e trabalhar nossos sentimentos como eles nos surgem
e de alguma forma não despreza – los.
Muitas vezes a tristeza nos sufoca e parece que vamos explodir,
outras vezes, a alegria nos invade e, não temos com
quem dividi-las.
É sempre bom partilhar nossos sentimentos, sejam eles
de alegria ou tristeza, pois precisamos de carinho e apoio
das pessoas. Precisamos todos um do outro, trocando experiências
e vivências.
Hoje em dia, a correria pela sobrevivência, não
nos permite ver que ao nosso lado as pessoas estão
precisando de uma palavra, um gesto, um carinho.
Nós, voluntários do Samaritanos Penha, nos unimos
com a intenção de dar a essas pessoas que precisam
partilhar seus sentimentos, um pouco de atenção,
carinho e respeito.
Sabemos que todos estão sempre ocupados e sem ninguém
para ouvi - luz e por isso, estamos disponíveis para
dividir suas emoções quando vocês precisarem.
Teremos um grande prazer em partilhar esses momentos com vocês.
Liguem quando quiserem ou venham nos conhecer e participar
de nossos cursos para voluntários.Unidos faremos um
mundo mais humano.....
TEMAS PARA REFLEXÃO
Tempo de Amolar o machado
Tempo de amolar o machado
Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.
O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.
Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia.
Enfim ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar.
Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam.
Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores.
O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante.
Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor.
De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar.
Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranqüilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço.
Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.
O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?
Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto.
Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.
Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.
Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranqüilo.
Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma vez.
O velho, sabiamente, lhe respondeu:
Todas as vezes que você me via assentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!
* * *
Reflitamos sobre o ensino trazido pelo conto.
Obviamente, com um machado mais afiado, o poder de corte do velho lenhador era muito superior ao do jovem.
Este, embora mais vigoroso na força, certamente não percebeu que, com o tempo, seu machado perdia o fio, e com isso perdia a eficácia.
Quando chegamos em determinadas épocas de nossas vidas, como o fim de mais um ano de trabalho, de esforço, de empreendimento, esta lição pode ser muito bem aplicada.
É tempo de amolar o machado!
Embora achemos que não possamos parar, que tempo é dinheiro, que vamos ficar para trás, perceberemos, na prática, que se não pararmos para amolar o machado, de tempos em tempos, não conseguiremos êxito.
Amolar o machado não é apenas descansar o corpo, é também refletir, avaliar, limpar a mente e reorganizar o nosso íntimo.
Amolar o machado é raciocinar, usar da inteligência para descobrir se estamos usando nossas forças da melhor forma possível.
Assim, guardemos algum tempo para essas práticas realmente necessárias, e veremos, mais tarde, que nosso machado poderá cortar as árvores com muito mais eficiência.