Amor, ódio, tristeza, alegria, solidão, raiva,
angustia, frustração ansiedade, paixão
.......e tantos outros....
Nossos sentimentos são muitos e, as vezes, tão
confusos que nos perdemos. Mas quais são os mais importantes
?
Todos são extremamente importantes, pois somos seres
humanos e os sentimentos; precisamos apenas aprender a trabalhar
com eles.
Precisamos viver cada minuto com a certeza que este minuto,
não voltará nunca mais. Cada momento deve ser
valorizado por ser único e bem aproveitado. Devemos
sentir e trabalhar nossos sentimentos como eles nos surgem
e de alguma forma não despreza – los.
Muitas vezes a tristeza nos sufoca e parece que vamos explodir,
outras vezes, a alegria nos invade e, não temos com
quem dividi-las.
É sempre bom partilhar nossos sentimentos, sejam eles
de alegria ou tristeza, pois precisamos de carinho e apoio
das pessoas. Precisamos todos um do outro, trocando experiências
e vivências.
Hoje em dia, a correria pela sobrevivência, não
nos permite ver que ao nosso lado as pessoas estão
precisando de uma palavra, um gesto, um carinho.
Nós, voluntários do Samaritanos Penha, nos unimos
com a intenção de dar a essas pessoas que precisam
partilhar seus sentimentos, um pouco de atenção,
carinho e respeito.
Sabemos que todos estão sempre ocupados e sem ninguém
para ouvi - luz e por isso, estamos disponíveis para
dividir suas emoções quando vocês precisarem.
Teremos um grande prazer em partilhar esses momentos com vocês.
Liguem quando quiserem ou venham nos conhecer e participar
de nossos cursos para voluntários.Unidos faremos um
mundo mais humano.....
TEMAS PARA REFLEXÃO
Sobre o suicidio
Sobre o suicídio:
No Brasil acontecem em média mais de 1 suicídio por hora, contabilizando 26 suicídios por dia, num total de mais de 9.000 pessoas por ano. Embora o país esteja na 11a posição no ranking mundial de taxa de suicídios, ocupa a 9a posição em números absolutos, por se tratar de um país populoso. (Bertolote, 2012). Analogamente, é como se um ônibus com 26 passageiros tivesse um acidente fatal todos os dias e ninguém comentasse sobre o assunto. Pouco se fala sobre o suicídio e quase nada se faz.
Nos últimos 15 anos, houve um aumento de 33% na taxa de suicídios completos no Brasil, maior que o aumento da população, dos homicídios e dos acidentes de trânsito. Temos cidades no Brasil com taxas maiores que a Lituânia, 1o colocado no ranking mundial de suicídios. O suicídio de homens com idade entre 15 e 24 anos teve um expressivo aumento de 20 vezes no período de 1980 a 2000 (Waiselfisz, 2011).
No mundo, todos os anos, aproximadamente 1 milhão de pessoas tiram suas vidas, numa taxa de mortalidade de 16 por 100.000 habitantes, ou seja, uma morte a cada 40 segundos, sendo a 13a causa de morte mundial e a 3a mais frequente em indivíduos com idade entre 15 e 34 anos. (WHO, 2010). Novamente, outra analogia é pensar que uma cidade do tamanho de Campinas (SP), por exemplo, desaparecesse anualmente.
O suicídio é o evento final de uma complexa rede de fatores. Ele é multifatorial, ou seja, apresenta vários fatores para ser compreendido. Esses fatores podem ser econômicos, religiosos, sociais, biológicos, ambientais, culturais, psicológicos, psiquiátricos etc.
A Organização Mundial da Saúde diz que em um ato suicida geralmente encontramos sentimentos de depressão, desamparo, desesperança e desespero. Concomitantemente, as pessoas geralmente conhecem os desencadeantes, ou seja, o que precipitou aquela morte em um curto espaço de tempo, como a perda do emprego ou o término de um relacionamento. É importante saber que as causas são sempre várias e, na maioria da vezes, já influenciavam a pessoa há muito tempo. Dessa maneira, o suicídio é somente a ponta do iceberg, pois o que talvez o desencadeie seja todo o processo pelo qual a pessoa que o comete vivencia (Werlang; Botega, 2004).
O suicídio em si não é um problema, mas é a solução encontrada para lidar com o sofrimento, por vezes, intolerável e interminável. Sendo assim, as pessoas se matam talvez para fugir de algum problema, mas acabam por dar fim as suas vidas. O suicídio NUNCA é culpa de uma pessoa.
Existe uma relação intrínseca entre transtornos psiquiátricos e suicídio. Estima-se que quase 90% dos indivíduos que tentaram ou cometeram suicídio satisfaziam os critérios para transtornos psiquiátricos, tendo até 60% deles desordem afetiva diagnosticável (Wasserman, 2001; Wasserman & Wasserman, 2009; Henriksson et al, 1993).
Conforme o Ministério da Saúde, em seu Manual Dirigido a Profissionais da Saúde Mental, os fatores de risco do suicídio são divididos em 4 áreas:
1) Transtornos mentais (em participação decrescente nos casos de suicídio).
- Transtornos do humor (ex.: depressão);
- Transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substancias psicoativas (ex.: alcoolismo);
- Transtornos de personalidade (principalmente boderline, narcisista e antissocial);
- Esquizofrenia;
- Transtornos de ansiedade;
- Comorbidade potencializa riscos (ex.: alcoolismo + depressão).
2) Sociodemográficos.
- Sexo masculino;
- Faixas etárias entre 15 e 35 anos e acima de 75 anos;
- Estratos econômicos extremos;
- Residentes em áreas urbanas;
- Desempregados (principalmente perda recente do emprego);
- Aposentados;
- Isolamento social;
- Solteiros ou separados;
- Migrantes.
3) Psicológicos.
- Perdas recentes;
- Perdas de figuras parentais na infancia;
- Dinamica familiar conturbada;
- Datas importantes;
- Reações de aniversário;
- Personalidade com traços significativos de impulsividade, agressividade e humor lábil.
4) Condições clínicas incapacitantes.
- Doenças organicas incapacitantes;
- Dor cronica;
- Lesões desfigurantes perenes;
- Epilepsia;
- Trauma medular;
- Neoplasias malignas;
- Aids.
Se o paciente encontra-se sob tratamento psiquiátrico, o risco é maior naqueles que:
- Tiveram alta recentemente do hospital.
- Tem história de tentativas anteriores.
Além disso, fatores de vida estressores recentes que foram associados com um risco aumentado para suicídio incluem:
- Separação marital.
- Luto.
- Problemas familiares.
- Alterações no status ocupacional ou financeiro.
- Rejeicão de uma pessoa significativa.
- Vergonha e medo de ser culpado de algo.
FONTE: INSTITUTO VITA ALERE DE PREVENÇÃO AO SUICIDIO Setembro/2015