Amor, ódio, tristeza, alegria, solidão, raiva,
angustia, frustração ansiedade, paixão
.......e tantos outros....
Nossos sentimentos são muitos e, as vezes, tão
confusos que nos perdemos. Mas quais são os mais importantes
?
Todos são extremamente importantes, pois somos seres
humanos e os sentimentos; precisamos apenas aprender a trabalhar
com eles.
Precisamos viver cada minuto com a certeza que este minuto,
não voltará nunca mais. Cada momento deve ser
valorizado por ser único e bem aproveitado. Devemos
sentir e trabalhar nossos sentimentos como eles nos surgem
e de alguma forma não despreza – los.
Muitas vezes a tristeza nos sufoca e parece que vamos explodir,
outras vezes, a alegria nos invade e, não temos com
quem dividi-las.
É sempre bom partilhar nossos sentimentos, sejam eles
de alegria ou tristeza, pois precisamos de carinho e apoio
das pessoas. Precisamos todos um do outro, trocando experiências
e vivências.
Hoje em dia, a correria pela sobrevivência, não
nos permite ver que ao nosso lado as pessoas estão
precisando de uma palavra, um gesto, um carinho.
Nós, voluntários do Samaritanos Penha, nos unimos
com a intenção de dar a essas pessoas que precisam
partilhar seus sentimentos, um pouco de atenção,
carinho e respeito.
Sabemos que todos estão sempre ocupados e sem ninguém
para ouvi - luz e por isso, estamos disponíveis para
dividir suas emoções quando vocês precisarem.
Teremos um grande prazer em partilhar esses momentos com vocês.
Liguem quando quiserem ou venham nos conhecer e participar
de nossos cursos para voluntários.Unidos faremos um
mundo mais humano.....
TEMAS PARA REFLEXÃO
Tempo para o Tempo
Por:Lúcia Batista do Nascimento
Hoje estou dando um tempo para algumas reflexões sobre como tenho me relacionado com o tempo, mesmo com dúvidas se há tempo para isso.
Essas reflexões foram suscitadas pelo tema de um congresso: “Quais as ressonâncias que essa experiência de tempo contemporâneo gera nos vínculos e subjetividade de indivíduos e grupos, incluindo os profissionais que trabalham com as relações humanas?”.
Ao me deparar com essa frase, imediatamente foi despertada em mim a vontade, e diria até que a necessidade de escrever sobre algumas reflexões sobre esse assunto.
Estou fazendo uma parada de certa forma forçada, por ordens médicas, já que bate à minha porta certo sintoma dessa velocidade desenfreada que os tempos modernos – ou somos nós mesmos? – nos impõem: a depressão. É muito difícil aceitar essa condição. Nesse pacote vem junto o medo, a insegurança, o sentimento de ser menor, de ser fraco e de não ser mais capaz. Eu que, até um tempo atrás, me achava tão capaz, e mesmo diante de tantas dúvidas, tinha tantas certezas.
Trabalhei por aproximadamente quinze anos com relações humanas, sempre em busca de colaborar para melhoria do ser humano e, consequentemente, desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional, que é a resposta esperada dentro de uma organização, de uma empresa. Mas hoje me percebo tão perdida, à procura desse tempo, que me parece ter escapado por entre meus dedos.
Enquanto estive totalmente envolvida por esta “produção”, não tive tempo para me perceber, ou melhor, não deu tempo para me encontrar verdadeiramente. Nem me dei conta de quanto esse ambiente foi tirando de mim minha capacidade criativa, minha alegria de viver. Uma coisa puxa a outra e aí quando vamos ver já se passaram dez, quinze, dezoito anos… Nossa, e como passa rápido!
E esse momento me faz lembrar uma frase que meu irmão (um dos onze que tenho, diga-se de passagem) me disse há tempos atrás, quando falava sobre seus planos para o futuro. Dizia que gostaria de voltar a morar no interior – nascemos no interior, e vivemos nossa primeira infância em um sítio distante a sete quilômetros de uma cidade que tinha uma rua principal, um ginásio e uma igreja – para poder contemplar mais a vida! Essa fala dele na época me ressoou tão distante, porque minha vida naquela fase era de muito trabalho e total envolvimento com produzir, produzir e produzir.
O tempo nesta contemporaneidade enlouquecida é implacável! Precisamos cada vez mais provar, a cada dia, a cada instante que somos capazes, que somos merecedores do ar que respiramos. E que ar, não?! E que momento é esse?! Quantos acontecimentos com nosso meio ambiente, grandes mudanças climáticas e por aí vai. E, somos sim, querendo ou não, aceitando ou não, todos responsáveis por tudo isso que o universo está nos devolvendo. Se colocarmos um pouco de reparo, vamos perceber que talvez ele esteja nos devolvendo da mesma forma que o tratamos anos após anos.
Mesmo sendo um período bastante difícil que atravesso, acredito que seja propício para a introspecção, a reflexão e a busca pelo entendimento das coisas que precisam ser transformadas. Estou conseguindo pensar sobre coisas que não servem mais e que precisam ser descartadas – sejam relacionamentos ou atitudes diante desses relacionamentos; seja a área que atuei até, então, e poder enxergar que podemos contribuir em outros “mares”.
E para finalizar, contrariando a frase de Fernando Pessoa, digo que navegar é preciso, mas Viver também é preciso.