Samaritanos Penha
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Boa Noite - Quarta-feira, 10 de junho de 2026

 
Samaritanos Penha
 
Amor, ódio, tristeza, alegria, solidão, raiva, angustia, frustração ansiedade, paixão .......e tantos outros....
Nossos sentimentos são muitos e, as vezes, tão confusos que nos perdemos. Mas quais são os mais importantes ?
Todos são extremamente importantes, pois somos seres humanos e os sentimentos; precisamos apenas aprender a trabalhar com eles.
Precisamos viver cada minuto com a certeza que este minuto, não voltará nunca mais. Cada momento deve ser valorizado por ser único e bem aproveitado. Devemos sentir e trabalhar nossos sentimentos como eles nos surgem e de alguma forma não despreza – los.
Muitas vezes a tristeza nos sufoca e parece que vamos explodir, outras vezes, a alegria nos invade e, não temos com quem dividi-las.
É sempre bom partilhar nossos sentimentos, sejam eles de alegria ou tristeza, pois precisamos de carinho e apoio das pessoas. Precisamos todos um do outro, trocando experiências e vivências.
Hoje em dia, a correria pela sobrevivência, não nos permite ver que ao nosso lado as pessoas estão precisando de uma palavra, um gesto, um carinho.
Nós, voluntários do Samaritanos Penha, nos unimos com a intenção de dar a essas pessoas que precisam partilhar seus sentimentos, um pouco de atenção, carinho e respeito.
Sabemos que todos estão sempre ocupados e sem ninguém para ouvi - luz e por isso, estamos disponíveis para dividir suas emoções quando vocês precisarem. Teremos um grande prazer em partilhar esses momentos com vocês.
Liguem quando quiserem ou venham nos conhecer e participar de nossos cursos para voluntários.Unidos faremos um mundo mais humano.....
TEMAS PARA REFLEXÃO
Sobre o suicidio
Sobre o suicídio:

No Brasil acontecem em média mais de 1 suicídio por hora, contabilizando 26 suicídios por dia, num total de mais de 9.000 pessoas por ano. Embora o país esteja na 11a posição no ranking mundial de taxa de suicídios, ocupa a 9a posição em números absolutos, por se tratar de um país populoso. (Bertolote, 2012). Analogamente, é como se um ônibus com 26 passageiros tivesse um acidente fatal todos os dias e ninguém comentasse sobre o assunto. Pouco se fala sobre o suicídio e quase nada se faz.
Nos últimos 15 anos, houve um aumento de 33% na taxa de suicídios completos no Brasil, maior que o aumento da população, dos homicídios e dos acidentes de trânsito. Temos cidades no Brasil com taxas maiores que a Lituânia, 1o colocado no ranking mundial de suicídios. O suicídio de homens com idade entre 15 e 24 anos teve um expressivo aumento de 20 vezes no período de 1980 a 2000 (Waiselfisz, 2011).



No mundo, todos os anos, aproximadamente 1 milhão de pessoas tiram suas vidas, numa taxa de mortalidade de 16 por 100.000 habitantes, ou seja, uma morte a cada 40 segundos, sendo a 13a causa de morte mundial e a 3a mais frequente em indivíduos com idade entre 15 e 34 anos. (WHO, 2010). Novamente, outra analogia é pensar que uma cidade do tamanho de Campinas (SP), por exemplo, desaparecesse anualmente.
O suicídio é o evento final de uma complexa rede de fatores. Ele é multifatorial, ou seja, apresenta vários fatores para ser compreendido. Esses fatores podem ser econômicos, religiosos, sociais, biológicos, ambientais, culturais, psicológicos, psiquiátricos etc.
A Organização Mundial da Saúde diz que em um ato suicida geralmente encontramos sentimentos de depressão, desamparo, desesperança e desespero. Concomitantemente, as pessoas geralmente conhecem os desencadeantes, ou seja, o que precipitou aquela morte em um curto espaço de tempo, como a perda do emprego ou o término de um relacionamento. É importante saber que as causas são sempre várias e, na maioria da vezes, já influenciavam a pessoa há muito tempo. Dessa maneira, o suicídio é somente a ponta do iceberg, pois o que talvez o desencadeie seja todo o processo pelo qual a pessoa que o comete vivencia (Werlang; Botega, 2004).
O suicídio em si não é um problema, mas é a solução encontrada para lidar com o sofrimento, por vezes, intolerável e interminável. Sendo assim, as pessoas se matam talvez para fugir de algum problema, mas acabam por dar fim as suas vidas. O suicídio NUNCA é culpa de uma pessoa.
Existe uma relação intrínseca entre transtornos psiquiátricos e suicídio. Estima-se que quase 90% dos indivíduos que tentaram ou cometeram suicídio satisfaziam os critérios para transtornos psiquiátricos, tendo até 60% deles desordem afetiva diagnosticável (Wasserman, 2001; Wasserman & Wasserman, 2009; Henriksson et al, 1993).
Conforme o Ministério da Saúde, em seu Manual Dirigido a Profissionais da Saúde Mental, os fatores de risco do suicídio são divididos em 4 áreas:
1) Transtornos mentais (em participação decrescente nos casos de suicídio).
- Transtornos do humor (ex.: depressão);
- Transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substancias psicoativas (ex.: alcoolismo);
- Transtornos de personalidade (principalmente boderline, narcisista e antissocial);
- Esquizofrenia;
- Transtornos de ansiedade;
- Comorbidade potencializa riscos (ex.: alcoolismo + depressão).
2) Sociodemográficos.
- Sexo masculino;
- Faixas etárias entre 15 e 35 anos e acima de 75 anos;
- Estratos econômicos extremos;
- Residentes em áreas urbanas;
- Desempregados (principalmente perda recente do emprego);
- Aposentados;
- Isolamento social;
- Solteiros ou separados;
- Migrantes.
3) Psicológicos.
- Perdas recentes;
- Perdas de figuras parentais na infancia;
- Dinamica familiar conturbada;
- Datas importantes;
- Reações de aniversário;
- Personalidade com traços significativos de impulsividade, agressividade e humor lábil.
4) Condições clínicas incapacitantes.
- Doenças organicas incapacitantes;
- Dor cronica;
- Lesões desfigurantes perenes;
- Epilepsia;
- Trauma medular;
- Neoplasias malignas;
- Aids.
Se o paciente encontra-se sob tratamento psiquiátrico, o risco é maior naqueles que:
- Tiveram alta recentemente do hospital.
- Tem história de tentativas anteriores.
Além disso, fatores de vida estressores recentes que foram associados com um risco aumentado para suicídio incluem:
- Separação marital.
- Luto.
- Problemas familiares.
- Alterações no status ocupacional ou financeiro.
- Rejeicão de uma pessoa significativa.
- Vergonha e medo de ser culpado de algo.

FONTE: INSTITUTO VITA ALERE DE PREVENÇÃO AO SUICIDIO Setembro/2015
EVENTOS
DATA E LOCAL DA REALIZAÇÃO:
01 de Junho de 2026, às 13 hs - 17 hs
ATENDIMENTO :

Domingo à sexta das :

13 h. às 17 h.


 
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