Samaritanos Penha
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Bom Dia - Quinta-feira, 21 de maio de 2026

 
Samaritanos Penha
 
Amor, ódio, tristeza, alegria, solidão, raiva, angustia, frustração ansiedade, paixão .......e tantos outros....
Nossos sentimentos são muitos e, as vezes, tão confusos que nos perdemos. Mas quais são os mais importantes ?
Todos são extremamente importantes, pois somos seres humanos e os sentimentos; precisamos apenas aprender a trabalhar com eles.
Precisamos viver cada minuto com a certeza que este minuto, não voltará nunca mais. Cada momento deve ser valorizado por ser único e bem aproveitado. Devemos sentir e trabalhar nossos sentimentos como eles nos surgem e de alguma forma não despreza – los.
Muitas vezes a tristeza nos sufoca e parece que vamos explodir, outras vezes, a alegria nos invade e, não temos com quem dividi-las.
É sempre bom partilhar nossos sentimentos, sejam eles de alegria ou tristeza, pois precisamos de carinho e apoio das pessoas. Precisamos todos um do outro, trocando experiências e vivências.
Hoje em dia, a correria pela sobrevivência, não nos permite ver que ao nosso lado as pessoas estão precisando de uma palavra, um gesto, um carinho.
Nós, voluntários do Samaritanos Penha, nos unimos com a intenção de dar a essas pessoas que precisam partilhar seus sentimentos, um pouco de atenção, carinho e respeito.
Sabemos que todos estão sempre ocupados e sem ninguém para ouvi - luz e por isso, estamos disponíveis para dividir suas emoções quando vocês precisarem. Teremos um grande prazer em partilhar esses momentos com vocês.
Liguem quando quiserem ou venham nos conhecer e participar de nossos cursos para voluntários.Unidos faremos um mundo mais humano.....
TEMAS PARA REFLEXÃO
Precisamos falar sobre o suicidio
Precisamos falar sobre o suicídio
Todo mundo conhece uma história de suicídio, quando não mais de uma.
É difícil encontrar uma família que não tenha, em algum de seus subnúcleos, o trauma causado por um parente que resolveu tolher a própria vida.
Mas fala-se muito pouco de suicídios.
Primeiro e principalmente porque é um assunto tabu, carrega, perante a sociedade, uma carga de vergonha e decepção enormes, como se o ato de matar-se contaminasse pecaminosamente todos os membros de uma família.
Segundo porque há uma convenção não escrita, nos meios de comunicação em geral, e sobre cuja eficiência tenho sérias dúvidas, segundo a qual deve-se evitar noticiar suicídios, porque se imagina que isso possa estimular outras pessoas a seguirem o mesmo caminho.
E quando se noticia –o homem se atirou no trilho do metrô, por exemplo, e o transtorno causado precisa ser relatado–, evita-se dar o nome ou outras referências que permitam identificar o cidadão.
Mas há, é claro, os casos em que não se tem pruridos, como o de pessoas famosas, quando o mau jornalismo se esbalda para aprofundar detalhes sórdidos e íntimos do morto e de sua família, em geral cometendo erros –como foi o caso do ator Robin Williams, que para muitos morreu por abuso de álcool e drogas, quando na verdade ingeriu o suficiente de ambos para deliberadamente se matar.
Mas o fato é que se fala pouco sobre um desfecho que em geral tem começo e meio antes de chegar ao fim. Segundo os muitos estudos disponíveis, no mais das vezes o suicida emite sinais, revela, ainda que discreta e sutilmente, que está a caminho da destruição. E em geral busca ou espera uma ajuda que acaba não vindo, daí o desfecho. Robin Williams, por exemplo de novo, abusou de álcool e drogas por muito tempo, fugindo da depressão, e este foi o sinal que emitiu ao longo de sua vida para dizer que ela, a vida, lhe era insuportável...
Por isso entidades como Organização Mundial da Saúde e Associação Internacional de Prevenção do Suicídio fazem campanhas frequentes para que as pessoas passem a prestar atenção nestes sinais emitidos por entes queridos que estão isolados, deprimidos, doentes, fragilizados, carentes, desesperados, e como entendê-los.
Uma das campanhas que procura conscientizar as pessoas sobre este tema tão desagradável quanto importante é o Setembro Amarelo, que mobiliza ativistas em todo o mundo.
No Brasil, entidades como CVV (Centro de Valorização da Vida), ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e SAMARITANOS outras promovem ao longo deste mês seminários, encontros, debates justamente para alertar para este problema.
Alertar para este problemão, na verdade, porque o último relatório da OMS sobre o tema classificou o suicídio como "um grande problema de saúde pública" que não é tratado e prevenido de maneira eficiente. Segundo o documento, nada menos 804 mil pessoas cometem suicídio todos os anos no mundo, sendo que o Brasil se encontra em oitavo lugar num ranking sinistro (11.821 mortes em 2012), em que o primeiro lugar fica com a Índia (258 mil óbitos), seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).
Como se sabe, grande parte dos casos de suicídio envolve pessoas com histórico de depressão ou transtorno bipolar. Quem acompanha o tema ou vive esta realidade na própria pele sabe muito bem como pode ser curto o caminho entre a treva e o limbo em que o deprimido ou bipolar frequentemente se encontra e a pior de todas as soluções.
Por isso é preciso falar sobre o suicídio, procurar interferir neste caminho macabro entre o desespero e o fim de todas as coisas, procurando ajudar no resgate dos que não entendem, não sentem que a vida merece, sim, ser vivida.
Se você quiser se informar mais sobre o tema indico os sites tanto do CVV, SAMARITANOS E ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA.

Folha de São Paulo, 12/09/2015 Reporter Luis Caversan
EVENTOS
DATA E LOCAL DA REALIZAÇÃO:
01 de Maio de 2026, às 13 hs - 17 hs
ATENDIMENTO :

Domingo à sexta das :

13 h. às 17 h.


 
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